Desesperados da Paula Fox (Companhia das Letras, 2007).
"Mas a vida é desesperada", disse Sophie, quase inaudível.
Quando lemos a palavra desesperados os piores acontecimentos vem a nossa cabeça - começamos a leitura imaginando encontrar no decorrer das páginas fortes relatos de violência e é aí que Desesperados surpreende. O livro não foge de seu título, mas apresenta o desespero em suas mais diversas facetas e completamente integrados à banalidade da vida. Banalidades que enquanto a estamos vivendo parecem o fim do mundo, como por exemplo uma crise no casamento, o fim de uma sociedade no trabalho, a mordida de um gato de rua que você não sabe se tem uma doença. Paula Fox vai jogando todas essas banalidades grandiosas na nossa frente e vamos acompanhando a angústia das personagens.
Esse é o segundo livro que leio da Paula Fox e já deu pra perceber que sua obra vai sempre tirar o leitor de sua zona de conforto. Não é o tempo todo agradável ler Paula Fox. É por vezes uma leitura difícil, pelas construções das frases mas também pela dose de desconforto, angústia e encontro com os próprios incômodos. Como a própria obra já diz "a vida é desesperada" e esse desespero muitas vezes é vivenciado em silêncio.
"Mas a vida é desesperada", disse Sophie, quase inaudível.
Quando lemos a palavra desesperados os piores acontecimentos vem a nossa cabeça - começamos a leitura imaginando encontrar no decorrer das páginas fortes relatos de violência e é aí que Desesperados surpreende. O livro não foge de seu título, mas apresenta o desespero em suas mais diversas facetas e completamente integrados à banalidade da vida. Banalidades que enquanto a estamos vivendo parecem o fim do mundo, como por exemplo uma crise no casamento, o fim de uma sociedade no trabalho, a mordida de um gato de rua que você não sabe se tem uma doença. Paula Fox vai jogando todas essas banalidades grandiosas na nossa frente e vamos acompanhando a angústia das personagens.
Esse é o segundo livro que leio da Paula Fox e já deu pra perceber que sua obra vai sempre tirar o leitor de sua zona de conforto. Não é o tempo todo agradável ler Paula Fox. É por vezes uma leitura difícil, pelas construções das frases mas também pela dose de desconforto, angústia e encontro com os próprios incômodos. Como a própria obra já diz "a vida é desesperada" e esse desespero muitas vezes é vivenciado em silêncio.

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