Asterix: omnibus de René Goscinny e Albert Uderzo (Editora Record, 2024) é uma edição que compila os três primeiros capítulos da série de quadrinhos, sendo eles: Asterix: o gaulês, Asterix: a foice de ouro e Asterix e os godos. Os quadrinhos foram criados na França no ano de 1959, e foram um sucesso instantâneo. A história é ambientada na Gália (Bretanha), no ano 50 a.C. em um período dominado pelo Império Romano, mas existe uma pequena aldeia que resiste bravamente à ocupação romana e que possui um grande segredo que garante o sucesso da resistência.


Ainda hoje, a série é cultuada pelos amantes de HQ não só da França, mas em escala global. Seu primeiro volume “Asterix: o gaulês” é considerado um marco do gênero e foi a edição responsável por nos apresentar ao herói Asterix, seu amigo inseparável Obelix e o cachorrinho Ideafix.

Por conta de uma poção criada pelo druida Panoramix, o povo da tribo se torna praticamente invencível após tomá-la. Cada um dos integrantes da tribo passa a ter a força de dez homens e essa sobre força que garante a soberania da resistência. É com essa força que os gauleses aproveitam para humilhar as forças romanas que sempre saem escorraçados das batalhas.

Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Landanum e Petibonum...


Poucas coisas me fazem gargalhar como as aventuras de Asterix e Obelix. É um dos quadrinhos mais divertidos que já li e é uma série que acompanho faz um tempo. Os criadores da HQ elevam o deboche, a ironia e a caricatura a um nível extraordinário. Não é fácil tirar humor de algo aparentemente simples e é isso que eles conseguem.

Apesar de ser uma sátira criada na França no ano de 1959, baseada no povo gaulês e nos tempos de dominação do Império Romano, suas provocações poderiam caber em diversos outros contextos. Com muito humor, eles escancaram toda a burrice dos "podres poderes" dos tiranos. César e sua horda são retratados como a própria encarnação da burrice e isso garante muitas gargalhadas durante a leitura.